sexta-feira, outubro 20, 2006
Regulador ou regulado?
A ideia era esta...
"Assim, o Estado - consubstanciado, neste caso, na acção governativa - aceita, no plano formal e institucional, deixar de lado o seu papel de árbitro, para poder ser legitimamente jogador (ou mesmo, apenas interveniente, tipo "apanha - bolas"). "
Mas o peso dos media, das promessas eleitorais e do politicamente (in)correcto não "deixam" que o Governo actue de forma coerente. As entidades reguladoras e a AdC são autoridades independentes na sua essência. Se os Governos as querem controlar, então façam-no escolhendo a dedo quem lá põe, mudando estatutos, regras, como quiserem, mas não o venham fazer depois de conhecidas as decisões.
Um bom exemplo do "regulador desregulado" é o da ERS (referida no post). Se abstaírmos da sua existência e tentarmos pensar em quais seriam as tarefas a cargo de um regulador da saúde, temos uma "agradável" surpresa. Estão todas no Ministério. O que sobra? O "provedor do doente". A verdade é que, dentro desta lógica de governo, as coisas funcionam lindamente. E não é preciso vir para os jornais dizer que o regulador é um "bruto", que aqueles aumentos são impensáveis, que claro que eles fizeram asneira e vamos já tratar do assunto.
Não é bonito, não é jogo limpo. Mas ao menos é assumido.
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Sara
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quinta-feira, outubro 19, 2006
Ruivolução II
Disse o Pacheco Pereira
"Já agora, ninguém sugeriu no Público que se fizesse um blogue para cobrir a manifestação de setenta mil pessoas que atravessou Lisboa, ou a greve dos professores em curso, eventos muito mais relevantes, embora menos "na moda", do que a "Rivolução"? E já agora não seria interessante saber que relações têm os ocupantes com a "cultura" subsidiada?"
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Sara
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terça-feira, outubro 17, 2006
Ruivolução?
Gostava de ouvir uma opinião isenta sobre o que se passa no Rivoli. Não, obrigada, os jornais não contam. Do que consegui perceber até agora, o problema nasce porque a Câmara quer passar a administração do Rivoli para mãos privadas. O meu lado "capitalista" questiona-se: qual é o mal? Se o Teatro é assim tão bom, tão rentável, tão importante, então uma administração privada tem todos incentivos para o fazer funcionar. Não se está a falar de vender o Coliseu à IURD, é simplesmente passar a administração para mãos privadas. Se não é rentável, se é um "buraco" assim tão grande, então não fará sentido que a Câmara se tente livrar do fardo? Não fará sentido que tente rentabilizar um activo que lhe consome energias, esforços, recursos e dinheiro "a rodos"? Além disso, as mesmas pessoas que saltam a defender o Rivoli público, saltam no minuto seguinte indignadas por causa do défice e do endividamento das autarquias, das estradas que não se fazem, das infraestruturas que não se melhoram. Tentar separar o serviço público que as Câmaras prestam do seu orçamento é muito pior do que dar um tiro no pé. É dar um tiro na carteira, porque alguém - o contribuinte - vai ter de pagar.
Parece que a Galp vai ser privatizada. Que desgraça, desbaratar os bens do Estado!... E se nos barricássemos na refinaria de Matosinhos?...
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Sara
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segunda-feira, outubro 16, 2006
Eu não queria!

A sério que não queria falar de futebol. Mas vi isto e fiquei impressionada. "Fractura craneana com afundamento". Faz lembrar o "Gladiator"...
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Sara
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domingo, outubro 15, 2006
Momentos de verdade
Acabei de ler o livro de Jan Carlson "A Hora H". O livro é excelente (é um verdadeiro best-seller, merece sê-lo), e explica que são os empregados que lidam directamente com os clientes quem transmite a imagem da empresa, quem presta um bom ou mau serviço. E que a função da gestão é a de definir a estratégia e ajudar os que estão na "frente de batalha" a servir bem. Isto é óbvio, mas continua a não ser vivido.
O livro tem um problema: o original chama-se "Moments of truth", e é de 1987. A partir da altura em que foi lançado, todas as pessoas que trabalham na gestão de serviços chamam momentos de verdade aos encontros empregado-cliente. E não "horas H"!!! A Lua de Papel (marca da Asa para a não-ficção), que editou o livro em português, cometeu um erro crasso em mudar o nome de "momentos de verdade" para "hora h".
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Jorge Ribeirinho Machado
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sábado, outubro 14, 2006
A Grande Repórter
de Sociedade do Diário de Notícias irá discursar sobre o aborto, promovendo o sim no referendo.
Penso que o facto é positivo: assim sabe-se de que lado está o jornal.
Penso que seria interessante que os outros jornais - ou, pelo menos, aqueles jornalistas que nos "jornais de referência" têm o trabalho de cobrir estes assuntos - também tornassem pública a sua posição.
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Jorge Ribeirinho Machado
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sexta-feira, outubro 13, 2006
Nobel da economia, parte dois
Yunus and the Grameen Bank
Muito bom. Sem mais comentários. A história fala por si.
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Sara
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quarta-feira, outubro 11, 2006
Kasparov
Hoje estive no SAP Business Forum.
Ouvi com gosto o Gary Kasparov. A vida dele, agora, é dar conferências, mas o que mais me impressionou é que se notou que ele preparou com cuidado o speech de hoje - os conferencistas-profissionais têm um discurso preparado, e depois dizem-no sempre da mesma forma. Preparou o discurso, porque senão não teria feito referência, por exemplo, ao "Obviamente, demito-o", do Gen. Humberto Delgado.
E, já agora, o forum estava muito bem organizado. Notava-se a força que a SAP tem em Portugal.
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Jorge Ribeirinho Machado
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Mais do mesmo
Acabei de ler "O meu eu e outros temas importantes", do Charles Handy. O livro é uma repetição das ideias escritas noutros livros do mesmo autor. Para quem já leu, por exemplo, "The elephant and the flea", este livro é uma desilusão: Handy perdeu a frescura e a criatividade que tinha demonstrado anteriormente.
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Jorge Ribeirinho Machado
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terça-feira, outubro 03, 2006
Arame farpado
Estou a ler o "Império", do jornalista Ryszard Kapuscinski (During his four decades of reporting on Asia, Latin America, and
Tendo em conta que, onde fosse tecnicamente possível, as fronteiras em questão sempre tinham sido (e continuavam a ser) protegidas por enormes fossos de arame farpado (vi essa parafernália nas fronteiras com a Polónia, a China e o Irão) e que o referido arame, devido ao péssimo clima, se estragava rapidamente e tinha que ser substituído com frequência em centenas, melhor, em milhares de quilómetros, podemos aceitar como dado adquirido que grande parte da metalurgia soviética mais não era que a indústria do arame farpado.
Além do mais, isto não se esgotava só com as fronteiras! Quantos milhares de quilómetros de arame não se usaram nos fossos à volta do arquipélago Gulag? Aquelas centenas de campos de concentração, etapas e cárceres espargidos por todo o território do Império! Quantos milhares de quilómetros não se gastaram ainda a cercar superfícies poligonais de artilharia, de carros blindados e de armas nucleares? E as vedações aramadas dos quartéis militares? E as de toda a espécie de armazéns?
Se multiplicarmos tudo isto pelos anos de existência do poder soviético, não será difícil responder à pergunta sobre a razão de nas lojas de Smolensk ou Omsk não se conseguir comprar uma enxada ou um martelo, para já não falar numa faca ou numa colherzita: não há matéria-prima para fabricar estes objectos; gastou-se tudo com o fabrico de arame farpado. Mas a coisa não acaba aqui! Ao fim e ao cabo, toneladas deste arame tiveram que ser transportadas - em barcos, em comboios, em camelos, em trenós puxados por cães - para os lugares mais remotos, para os recantos mais inacessíveis do Império para depois ser descarregado, desenrolado, cortado e fixado. Não é difícil imaginar as intermináveis reclamações - por telefone, telégrafo ou carta - de comandantes de postos fronteiriços, de comandantes de lagers (campos de concentração) e de directores de prisões pedindo novas remessas de toneladas de arame levados pelo seu zelo previdente de fazerem grande aprovisionamento para a eventualidade de faltar nos armazéns centrais. Por outro lado, também não é difícil imaginar aqueles milhares de equipas e comissões de controlo percorrendo o Império de ponta a ponta com o objectivo de verificar se tudo estava bem cercado, se os fossos tinham altura e espessura suficientes, se o emaranhado de arames era suficientemente denso de forma a que nem mesmo um rato conseguisse escapar através dele. Também é fácil imaginar as chamadas telefónicas de Moscovo aos seus subordinados nas províncias, chamadas que contêm o alerta e a preocupação constante encerrados na pergunta: De certeza que aí estais bem aramados? E é por isso que os homens, em vez de construírem casas e hospitais, em vez de comporem instalações de água e electricidade, que não cessam de se estragar, durante anos e anos estavam ocupados (felizmente nem todos) a aramar o seu Império, pelo interior e pelo exterior, à escala local e estatal.
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Jorge Ribeirinho Machado
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segunda-feira, outubro 02, 2006
En Compañia del Sol
Acabei de ler uma simples biografia de S. Francisco Xavier, "En Compañia del Sol". Comprei-a sem saber o que era - gosto do que o autor, Jesus Sanchez Adalid, escreve - e fiquei surpreendido com a leveza do texto.
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Jorge Ribeirinho Machado
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Ainda a troca de seringas nas prisões
A propósito da troca de seringas nas prisões, uma medida que o nosso Estado considera positiva porque levará a que os presos não se contagiem uns aos outros com doenças transmitidas pelo sangue, proponho a criação da Agência Para a Corrupção - APC.
A APC deverá ser uma entidade inserida no organismo que resulta da fusão da API e do ICEP, e terá como objectivo guiar os investidores a só corromper que já quer ser corrimpido. Desta forma, o Estado reconhece que existe a vergonha da corrupção na nossa Administração Pública - tanto ao nível nacional como local - mas, como não a pode vencer, pelo menos impede que se alastre a outras entidades que ainda não querem ser corrompidas. Alé disso, os investidores teem a vida facilitada: a APC acompanha cada corrupto, e vai dizendo a "dose" que cada um toma, impedindo que o investidor seja enganado pela entrega de mais "dose" do que aquela a que o corrupto está habituado. Como o investidor não vai gastar tanto dinheiro quanto previa inicialmente, e vai corromper muito mais depressa - a APC indica todos os corruptos que devem ser acompanhados -, Portugal vai beneficiar da medida porque os investimentos podem ser maiores e realizados num prazo mais curto.
Temos de desenterrar a cabeça da areia e olhar o mundo à nossa volta: afinal de contas, até os corruptos são homens. E a droga, perdão, a corrupção... até nem faz tanto mal à sociedade: quem quiser ser corrompido, que seja, desde que não me aborreça!
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Jorge Ribeirinho Machado
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quarta-feira, setembro 20, 2006
Coitados, não se devia gozar com os comunistas
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Jorge Ribeirinho Machado
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terça-feira, setembro 19, 2006
Meus amigos
Voltei (aliás, voltámos). E sem rentreé oficial. São esperados posts nos próximos momentos de inspiração.
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quinta-feira, julho 20, 2006
A fazer lembrar o Guterres...
“Tínhamos cinco objectivos. Dois já estão concretizados e agora vamos ver como correm os outros dois.”
Mister Fabio Capello, é só fazer as contas...
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Sara
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terça-feira, julho 18, 2006
Repete lá como se eu fosse muito burro
Os peritos nomeados pelo Governo vão recomendar que se institua um programa de troca de seringas em todas as prisões.
Será que estou a ver bem? Se é para trocar seringas, é porque os presos se injectam. Se se injectam, é porque têm droga (injectável) na prisão. Se têm droga, é porque alguém lha fez chegar. As drogas entram na prisão porque é o Estado a fornecê-las, ou são as visitas? As quantidades são "legais"? E a "qualidade"? Se é o Estado, suponho que não anda a distribuir dorogas "duras". Mas, se são as visitas, entram numa prisão com drogas "duras" e ninguém faz nada?
Expliquem-me como se eu fosse muito burro, sff.
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Jorge Ribeirinho Machado
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quarta-feira, julho 12, 2006
Espero que os meus impostos não vão para lá
Não me importo de pagar impostos. Ok, não me importo do conceito de pagar impostos. Na altura, isto é, no final de cada compra ou de cada mês, custa. Mas olho para o lado, vejo ruas, tribunais, e até câmaras, deputados e assessores, e acho que os impostos servem para alguma coisa. Mas quando o Inst. Port. Juventude publicita uns espectáculos degradantes, fico chateado, concerteza que fico chateado. O IPJ não tem direito a usar o dinheiro que eu lhe cedo para promover espectáculos degradantes!
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Jorge Ribeirinho Machado
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Boa sorte, Girafinha
Hoje de manhã, passei à frente da Católica. E no muro do portão de entrada estava escrito "Boa sorte Girafinha".
Gostei! Espero que o exame tenha corrido bem à Girafinha.
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Jorge Ribeirinho Machado
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