Quinta-feira, Novembro 06, 2008

Estou um pouco confusa...

Esta notícia está muito confusa, mas até isso é sintomático. Os gays puderam casar, faz-se alarido. A malta vota e vai tudo atrás, e é como se nada tivesse acontecido.

Sexta-feira, Setembro 26, 2008

Brilhante

Hoje de manhã, na Rádio Comercial:
"Uma Thurman, no Kill Bill. É Uma, mas vale por duas."

Pedro Ribeiro, who else?...

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Francisco Azevedo e Silva

Vicissitudes da vida: o novo chefe de gabinete de Manuela Ferreira Leite foi subdirector de Fernando Lima enquanto este era o Director do Diário de Notícias. E Fernando Lima é o assessor para a Comunicação Social da Presidência da República.

Quinta-feira, Agosto 21, 2008

A propósito do veto presidencial

As pessoas juntam-se na sociedade, pelo menos porque não conseguem sobreviver sozinhas. E criam um conjunto de instituições instrumentais. Um destes instrumentos é o Estado, que serve para ajudar os membros da sociedade a alcançar o seu bem individual, e o bem comum dessa sociedade (traduzido, por exemplo, na continuidade no tempo dessa sociedade e da sua cultura). O Estado tem missões tais como administrar a justiça, manter a ordem e a paz, defender a sociedade de agressões externas, ou apoiar aquelas instituições que ajudem as pessoas e a sociedade a atingir o seu bem.

Ora bem, uma das condições fundamentais para a sobrevivência da sociedade é o nascimento e a educação de novos membros. Quantos mais nascimentos, mais poderosa é a sociedade (basta ver a composição do Parlamento Europeu), e quanto mais bem educados, melhor vivem cada um dos seus membros, e melhor vivem todos (pelo principio dos vasos comunicantes, que aqui também é aplicável). É por isso que o Estado deve promover a natalidade, e ajudar a criar as condições para que os nascidos tenham a melhor educação. Como? Através do apoio às entidades que melhor cumpram estes objectivos. E quais são elas? As uniões estáveis de um homem e uma mulher com os fins de terem filhos e os educarem, e de se apoiarem, isto é, aquilo que surge dos casamentos. De facto, a probabilidade de filhos de pais casados estavelmente atingirem um melhor nível de vida do que filhos de casais separados é muito elevado, demasiado elevado para que o Estado não promova o casamento e desaconselhe a desunião.

Em conclusão: o Estado deve fomentar o casamento e apoiar as soluções que favorecem a estabilidade matrimonial.

É por isso que o Presidente acertou ao vetar a lei do divórcio-express.

Questões que surgem:

- Se isso é assim, deve-se proibir o divórcio? Não. Há situações em que a união do casal é mais prejudicial do que benéfica para os filhos, e a separação do pai e da mãe não é um mal absoluto. É, contudo, importante que a parte mais forte não se liberte da obrigação de cuidar da parte mais débil.

- Casamento e união de facto devem valer o mesmo? Para o Estado, não, porque as estatísticas mostram que as uniões de facto não são estáveis e, por isso, mesmo que nasçam filhos, não favorecem a sua educação, pelo que valem menos para a sociedade.

- E o casamento de pessoas do mesmo sexo? Não tem sentido chamar casamento a uma união afectiva entre pessoas do mesmo sexo, porque não podem produzir filhos. Se a sociedade – e o Estado como seu instrumento – consideram que é importante apoiar as uniões do mesmo sexo porque se apoiam mutuamente, então poderá outorgar a estas uniões os apoios apropriados (por exemplo, em questões relacionadas com heranças ou dívidas post-mortem).

- Mas se duas pessoas adoptarem crianças, devem ter os mesmos apoios do Estado que os pais podem ter? Sim, mas não os "casais" (não é casamento) homossexuais: a psicologia clínica mostra que as crianças educadas por estes são menos saudáveis do que as outras.

Quinta-feira, Julho 10, 2008

Os "moedinha" também fazem férias?

Passo frequentemente por alguns dos semáforos mais in de Lisboa. In no sentido de cheios de (provavelmente) romenos ou ucranianos a tocar acordeão e a pedir... uma moedinha. Reparei hoje que não estava lá nenhum, desapareceram sem deixar rasto. Uma hipótese seria terem derretido com o calor, mas nunca me pareceu que a meteorologia fosse um obstáculo ao seu desempenho. Parece-me mais provável que tenham ido de férias para o Allgarve, cravar moedinhas porventura mais sofisticadas.
Gostava de perceber melhor este fenómeno, de alguma maneira relacionado (bem sei que as motivações podem ser distintas) com outro episódio. Certa vez, num 13 de Maio em Fátima, vi uma cara conhecida, a pedir uma moedinha aos transeuntes - qual não foi o meu espanto quando percebi que era um dos cegos que costuma percorrer a linha azul em hora de semi-ponta. Atrás dele vinha outra cara conhecida, e logo a seguir aquele senhor que faz uns ritmos muito engraçados com a bengala. Já tinha visto uma vez que funcionavam de uma maneira corporativa, organizada, quando assisti à distribuição dos "operadores" pelas linhas de metro, na estação do Marquês. Não pensei que a organização os levasse (literalmente) tão longe.

Domingo, Junho 29, 2008

Ali, onde a Terra se une com o Céu

Sexta-feira, Junho 20, 2008

Nem mais.

Quinta-feira, Junho 19, 2008

Que alívio!

"Confio na minha equipa e acho que vamos passar" (link)

O treinador está confiante,
o contrário era preocupante...

Alguma vez o Scolari diria "Conheço a equipa que tenho, por isso o mais provável é perdermos", mesmo que tivesse de jogar a equipa que perdeu com a Suíça?

Terça-feira, Junho 10, 2008

Isto sim, é uma guerra de preços

"Militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR, que estavam de reserva nos centros de Meios Aéreos do Algarve e Torres Novas foram destacados para manutenção de ordem pública e protecção de pessoas e bens.

No terreno estão também dezenas de homens do Batalhão Operacional do Regimento de Infantaria, além dos militares das Brigadas territoriais, distribuídos pelas zonas de acessos norte à cidade de Lisboa, com principal incidência entre o Carregado, Azambuja e Aveiras de Cima, além dos principais acessos via auto-estrada do Norte.

Ao longo das principais vias da cidade de Lisboa, a PSP também reforçou as patrulhas com viaturas policiais e agentes em presença." (publico)

Quinta-feira, Junho 05, 2008

Acto falhado

Percebi, ao pisar um tapete de restos mortais de jornais diários gratuitos, que hoje é o dia mundial do ambiente (ou qualquer coisa semelhante). Ups! Pelos vistos a mensagem não passou...

Terça-feira, Junho 03, 2008

Isto é que vai uma crise... de notícias!

Então não é que as gasolineiras andam a meter água?...
"52 condutores dizem-se vítimas de combustível adulterado com substâncias como água" (llink)

Convém não esquecer um pequeno pormenor:
"Entre 2000 e 2006, só o CASA recebeu 52 pedidos de apoio de condutores que dizem ter escolhido um posto de abastecimento que vendia combustível adulterado, contou à Lusa a secretária-geral Sara Mendes."

Importa-se de repetir? Entre 2000 e 2006?! E eu que pensei que tinha sido depois de o barril de petróleo ter passado os 100 dólares...

Não haverá mesmo nada mais recente/interessante/relevante para dizer?...

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Um mês depois!

E ainda ninguém falou sobre isto! Daqui a pouco estamos a discutir assuntos que realmente interessam ao país!...*

*com a devida vénia ao Gato...

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Dá para voltar atrás?

Penso que os candidatos a líder do PSD deviam propor que se voltasse atrás em dois assuntos simbólicos: nos regulamentos eleitorais e no logotipo do partido.

Alberto João Jardim enganou-se


AJJ disse que o PSD não pode ter um burguês do Porto como Presidente. Esqueceu-se de Sá Carneiro?

A última asneira de Menezes

Se a ideia é deixar o partido, para que seja escolhido o presidente mais acertado, nunca se deveria ter marcado a data da eleição para tão cedo.

O PSD quer um líder bom, não um líder já. Por isso, as eleições só se deveriam realizar no final do Verão.

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Let the games begin

Desculpem o desabafo, mas há algum tempo que estava à espera disto. Obrigadinha, pá!

Segunda-feira, Abril 14, 2008

Mais uma sessão do julgamento de F Felgueiras

Diz o Sol que "Os testemunhos de Armando Vara e de Narciso Miranda podem vir a ter um papel importante na apreciação que o Tribunal fizer da acusação do Ministério Público contra Fátima Felgueiras".

E a RTP diz que
"De manhã, a autarca de Felgueiras, Fátima Felgueiras considerara no Tribunal local como sendo "normal e habitual" que os partidos tenham contas paralelas (também conhecidas por "sacos azuis") para as campanhas eleitorais."

Que outras surpresas me irá trazer este julgamento?

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Onde falta a virtude, surgem as normas

"Cavaco Silva promulga milésimo diploma do seu mandato"

Agora é que eu fiquei preocupado

Há dois dias, a Lusa noticiou que o Grão Mestre da Maçonaria ia ter uma reunião com Durão Barroso, porque estava muito preocupado com algumas afirmações do Presidente da Comissão Europeia.

Em concreto
, "A reunião destina-se a discutir as posições que Durão Barroso tomou recentemente num colóquio ecuménico na Roménia sobre a questão da influência das religiões na vida contemporânea, num tom, que de alguma maneira, punha em causa o principio da laicidade".

Ora bem, o CM noticia hoje que «O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, afirmou ontem em Bruxelas, após um encontro com Durão Barroso, que existe "grande consonância de posições na defesa da laicidade na Europa" entre a maçonaria e o presidente da Comissão Europeia, sustentando estarem desfeitos "alguns mal-entendidos". "Saímos daqui muito tranquilos", disse António Reis.»

Agora é que eu fiquei preocupado!


Coelho CEO (2)

Na blogosfera continua a discutir-se a nomeação de Jorge Coelho para CEO da Mota-Engil.
Eu estou de acordo com o Tiago quando diz que nao há problema nenhum em ser nomeado CEO de uma empresa um antigo ministro do sector dessa empresa. Ainda mais, 7 anos depois de ter deixado de ser ministro.
Estou de acordo com o António quando diz que o problema não é o Jorge Coelho ser de esquerda.
Também estou de acordo com a saída de Jorge Coelho da Quadratura do Círculo: os analistas financeiros são muito mais sensíveis ao que diz um CEO de uma cotada, do que os eleitores são sensíveis ao que dizem uns comentadores numa estação de televisão.

O problema é:
- ele ser quem é - com toda a influência que tem agora (o que seria se um Pacheco Pereira fosse nomeado CEO da Impresa, dona da SIC, durante um governo de um Rui Rio, numa altura em que o governo se preparasse para licenciar uns canais de TV? Ops, isso aconteceu, foi com o Pina Moura e a TVI, mas já ninguém se lembra!) ;
- nas circuntâncias actuais - em que os concursos para o novo aerporto, para o TGV, para a rede de abastecimento de águas,... estão à porta;
- na maior empresa de Construção Civil e Obras Publicas do país - que está cotada em Bolsa, que não só tem de ser mas também tem de parecer séria.

Repito: o que não percebo é qual a mensagem transmitida para dentro desta empresa por parte dos acionistas.