sábado, outubro 21, 2006

Ranking das escolas

A ministra da educação quer saber "por que razão tantas escolas privadas surgem no topos das tabelas." Duhh! Porque ensinam melhor! Porque os professores são melhor tratados. Porque os pais mais instruídos põem lá os seus filhos, e é habitual que os pais mais instruídos consigam educar os filhos de modo a que estes também sejam instruídos...
E que tal pensar em promover escolas privadas que consigam viver sem ter que só aceitar os filhos dos que podem pagar integralmente a educação que recebem? Talvez funcionasse... Ou, pelo menos, ajudar aquelas escolas que dão bons resultados a poder aceitar mais gente a pagar menos.

5 comentários:

kuto disse...

as escolas privadas aparecem no topo da lista pq os alunos sao seleccionados, têm mais apoios e a base da amostra é mt mais reduzida.. para nao dizer que muitas das estatísticas incluem alunos externos nos rankings, fazendo com que as médias das escolas públicas baixem em relação às privadas!

Jorge Ribeirinho Machado disse...

E porque é que são seleccionados (quando o são)? Porque há demasiada procura para os lugares que estão disponíveis: são melhores... Porque é que não se promovem, incentivam mais escolas privadas? Pragmáticamente, por questões ideológicas, não tem nada a ver com questões técnicas ou mesmo económicas.

BAUDOLINO disse...

E, já agora, porque é que as escolas públicas não podem cumprir, numa grande maioria dos casos, a sua missão com dignidade? Por que razão o Estado insiste em remendar e aplicar cosméticas? E estes rankings também me fazem lembrar o festival (que há muito não vejo) rtp da canção e o seu congénere globalizado da eurovisão...

JorgeT disse...

nas escolas privadas os alunos são seleccionados porque podem pagar.
Essas escolas nunca aceitariam outros alunos nem que o estado as subsidiasse. quando os alunos não são bons e não têm uma cunha maior que o administrador...ala que se faz tarde e o ensino público foi feito para vocês.
O que me admira nos rankings é o facto de nos dez primeiros estarem três escolas heroicamente públicas.
A solução para a educação em portugal não está nas escolas privadas meus senhores assim como o Glorioso MIT ou mesmo YALE pouco fazem para contrariar a genérica inbecilidade americana

Qualidade nas Escolas disse...

A CAF (Common Assessement Framework) - traduzido em português, Estrutura Comum de Avaliação- é um modelo de análise organizacional, baseado no modelo de Gestão de excelência da EFQM (European Foundation for Quality Management), que aplicado de forma contínua e sistemática, permite à Escola realizar um exercício de auto-avaliação.
Diversas Escolas já estão a implementar a CAF:

Externato Cooperativo da Benedita,
Escola Secundária da Amadora,
Escola Secundária Damião de Goes,
Escola EB 2,3 Pêro Alenquer,
Escola Secundária José Gomes Ferreira de Benfica,
Escola Secundária Leal da Câmara,
Escola Secundária de Caneças,
Escola Secundário Pedro Nunes,
Escola Secundária de Fonseca Benevides,
Escola Secundária IBN Mucana,
Escola Profissional Agrícola D.Dinis,
Entre outros.

A avaliação é fundamental para uma preparação da avaliação do Ministério da Educação e da própria Inspecção Geral da Educação.
A CAF é um modelo que abrange muitas das áreas da avaliação do ME, isto porque o modelo piloto do ME é baseado cinco domínios chave:
• Resultados educativos
• Prestação do serviço educativo
• Organização e gestão escolar
• Liderança
• Capacidade de auto-avaliação e de progresso da escola

A CAF avalia praticamente todas estas áreas como por exemplo a organização e gestão escolar, a liderança e a auto-avaliação.
Com a CAF as Escolas poderão reforçar a sua capacidade de auto-avaliação, utilizando um modelo abrangente e sistemático de avaliação organizacional, que potencie ainda mais a gestão do seu desempenho organizacional, nas suas várias vertentes, no sentido da melhoria contínua.